A Via Expressa dos Milionários – Resenha

The Millionaire Fastlane

Eu não recordo agora como adquiri este livro, mas chuto que foi em alguma promoção da Amazon. Eu já o conhecia há anos, por causa do trabalho de divulgação do brasileiro Marcus Lucas, que eu já citei em outro post por aqui. O Marcus é um nômade digital que vive atualmente em Koh Samui, na Tailândia, trabalhando pela internet através de um notebook. Eu nunca entendi muito no detalhe o que o Marcus faz, mas sei que ele tem um curso para empreendedores digitais e que é um embaixador brasileiro do Millionaire Fastlane (Via Expressa dos Milionários), ou seja, alguém que “evangeliza” empreendedores nos conceitos do livro em parceria com o autor, MJ De Marco.

Enfim, eu li a versão digital em Inglês do mesmo, pois não achei em Português para comprar, mas sei que existe traduzida pelo próprio Marcus Lucas, então de repente podem pedir diretamente pra ele. A ideia desta resenha é dar uma ideia ao leitor do que se trata o livro e se faz sentido para você, pois não era nada do que eu esperava, embora isso não seja exatamente ruim.

O autor

MJ De Marco diz ser um milionário jovem que fez fortuna através de um mindset que ele chama de a Via Expressa dos Milionários, que é a ideia que ele vende ao longo do livro, que eu vou explicar melhor na sequência. Ele começa o livro dizendo que não é um método de ganhar dinheiro, mas um mindset de como você deve aplicar seu tempo, dinheiro, esforços, etc e o que você deve evitar para de fato se tornar um milionário rapidamente. Assim, ele diz com todas palavras que não é um método no estilo do Tim Ferriss (4-Hour Workweek), está mais para um Napoleon Hill (mas essa é minha opinião).

Ele conta que desde pequeno não entendia muito bem o formato de trabalho convencional que te tomava a vida inteira para ter algum dinheiro quando estivesse velho e quase morrendo, em uma época em que não conseguiria aproveitar muito. Ele não aceitava mas ao mesmo tempo o status quo não lhe dava muita opção, considerando que apenas atletas e artistas obtinham fortuna jovens. Até que um dia ele se deparou com uma Lamborghini, o que ele chama de A Profecia da Lamborghini.

Ele estava em um posto de gasolina comprando sorvete (ou algo assim, não lembro) e uma Lamborghini parou para abastecer. Na hora ele pensou que deveria ser algum velho rico que estaria dirigindo, mas se surpreendeu quando um jovem saiu dela, de roupas casuais. Em um esforço de sair do choque daquela cena MJ conversa com o sujeito tentando entender de onde vem a sua riqueza precoce, imaginando que poderia ser uma herança, mas o jovem responde que é um inventor.

Isso muda a vida de MJ que passa a buscar maneiras de fazer fortuna “inventando” coisas e que mais tarde ele descobre que tem a ver com empreender e investir os ganhos do empreendimento.

MJ com sua Lamborghini
MJ com sua Lamborghini

A Via Expressa

O livro é bem mais denso do que vou colocar aqui, mas todo o mindset se baseia em um a metáfora de três partes: a Via Lenta, a Calçada e a Via Expressa; resumindo três estratégias de viver a vida do ponto de vista de acúmulo de riqueza.

A Via Lenta seria o jeito tradicional de ficar rico: trabalhe duro por décadas e invita seu dinheiro para que, ao se aposentar, tenha dinheiro para curtir sua aposentadoria. Uma vida de décadas com saúde mas sem tempo e dinheiro, para viver alguns anos sem saúde e com tempo, além de algum dinheiro. Ele critica aqui inclusive investimentos tradicionais com rendimentos percentuais baixos ao ano ou até mesmo investimentos imobiliários às custas de longos financiamentos.

A Calçada consegue ser pior ainda, pois retrata as pessoas que andam a pé, o que não vai levá-las longe, mesmo que podem estar aproveitando o caminho. Ou seja, quem zera sua conta todo final de mês, quem trabalha de dia pra comer de noite, quem vive um dia de cada vez, ou como queira chamar. Enquanto que a Via Lenta vai te levar a um futuro razoavelmente próspero, mas demora, a Calçada não vai te levar muito longe.

E por fim, a Via Expressa, que ele foca ao longo do livro através de um mindset empreendedor e investidor, fugindo da corrida dos ratos do Robert Kiyosaki, nos mostra que você tem de investir seu tempo em empreendimentos que lhe permitam ganhos passivos, ganhos exponenciais e que você não troque seu tempo por dinheiro momentâneo, mas por receita recorrente. Essa é parte da estratégia. A outra parte é justamente a questão dos investimentos, que devem ser em grandes volumes e em coisas certeiras.

O Mindset

E por fim, sem estragar a sua diversão com o livro, o que mais importa em todos os capítulos é o mindset que o MJ tenta formar no leitor. Além de contar todas as suas histórias pessoais, de como começou a trabalhar, como teve os insights dos primeiros empreendimentos (no auge da bolha-ponto-com), a sua guinada de vida quando saiu de casa e muito mais, ele passa lições interessantes de como o mundo é dividido entre produtores e consumidores e que sempre estamos em algum lado da equação. No entanto, quanto mais conseguirmos nos posicionar do lado dos produtores (que são a minoria) mais riqueza atraíremos para nós.

Embora seus pensamentos sejam um tanto radicais em alguns pontos, eles fazem muito sentido e te tiram da zona de conforto de algumas crenças tradicionais que herdamos de nossos pais e até mesmo do status quo da sociedade moderna. Eu particularmente sempre fui adepto do lema “work smarter, not harder” mas sei que ele não é muito bem visto na sociedade por causa do famoso “jeitinho brasileiro” que as pessoas costumam associar com este tipo de posicionamento, sem entender seu real significado.

Não sou muito adepto deste tipo de leitura, mas confesso que não achei de todo ruim, até porque em caso contrário eu não estaria divulgando aqui.

E você, tem alguma outra recomendação de livro sobre geração de riqueza? Também leu A Via Expressa? Deixe seu comentário abaixo.

Abaixo tem a amostra grátis do livro, cortesia da Amazon.

Como se tornar um Agile Coach?

Nesse mês de maio completo 6 meses na minha nova função como Agile Coach no banco Agibank. Relembrando agora minha trajetória com métodos ágeis desde 2010, talvez eu nunca tenha sido apenas um Scrum Master, uma vez que sempre estive atento a outras práticas e frameworks, adotando o que melhor se adequava à cada necessidade das empresas em que trabalhei (e fundei) desde então. E afinal, essa é a essência de um Agile Coach!

Neste post tento trazer uma luz a um tópico que tanto me deixava receoso no final do ano passado: afinal, o que é preciso para se tornar um Agile Coach de sucesso ou ao menos como se tornar um Agile Coach de verdade? Além das skills básicas de Scrum Master, tal qual as descritas no Scrum Guide, o que mais eu precisaria?

Segundo o Agile Coaching Institute, 8 são as competências necessárias que todo Agile Coach deve possuir para que possa desempenhar a sua função com maestria, e é nessas 8 competências que estruturei o artigo de hoje, explicando o que é cada uma delas e citando referências bibliográficas onde você pode se aprofundar.

Framework de Competências do Agile Coach
Framework de Competências do Agile Coach

Em uma tradução/adaptação livre, temos as seguintes competências:

Cultura Ágil e Lean

Independente do framework ágil de sua preferência, um Agile Coach deve ter um mindset ágil, um foco nas raízes do Lean da Toyota (berço de boa parte das práticas ágeis) e uma cultura de agilidade tal qual descrita no Agile Manifesto. Essa base lhe propiciará um discernimento do que é ser ágil não apenas a nível de prática, mas a nível de princípios e entendimento realmente profundo.

Algumas referências de estudo nessa linha incluem (com links para a Amazon):

Desenvolvimento de Software com Scrum: Aplicando Métodos Ágeis com Sucesso, de Mike Cohn, cujo título original em Inglês faz mais sentido: Succeeding with Agile.

Coaching Profissional

Como o próprio nome da função sugere, o Agile Coach é em essência um treinador e deve ter habilidade para atuar como tal, com um grande foco em orientar os times e os indivíduos a alcançarem a máxima performance, explorando todo o seu potencial. O interesse do seu cliente é o seu norteador e, baseado nele, o Agile Coach deve ser capaz de aplicar as técnicas e métodos mais adequados a cada situação independente da sua opinião ou até mesmo da sua expertise, indo muitas vezes além do técnico dos métodos ágeis e partindo para uma transformação de mindset dos envolvidos (Programação Neuro-Linguística ajuda muito aqui).

Para desenvolver tais habilidades, além de muita empatia e prática, existem cursos específicos para se tornar um coach (como os oferecidos pelo IBC) e algumas leituras recomendadas, tais como o Poder sem Limites do Tony Robbins, o meu autor de PNL favorito.

Facilitação

O Agile Coach guarda nas suas raízes como Scrum Master o perfil de facilitador: um indivíduo neutro, guardião de técnicas, que guia a organização rumo à descoberta de seus processos e ao sucesso de seus projetos.

O fantástico Game Storming de Dave Gray (que aliás é imenso e eu tenho na minha estante) é um prato cheio de jogos para inovar, mudar o rumo de reuniões e ajudar as pessoas a irem muito além de brainstormings já “amarelados”.

Mentoria

Mentoria é a capacidade de transmitir a experiência, o conhecimento e a orientação de uma pessoa para ajudar no crescimento de outra pessoa nos mesmos domínios de conhecimento ou semelhantes. Resumindo: a capacidade de formar outros Agile Coaches dentro da organização.

Obviamente que você só vai querer fazer isso após ter o mínimo de confiança de que você mesmo é um Agile Coach, mas uma maneira de ir se aperfeiçoando enquanto mentor é se focando em leituras sobre liderança, como o excelente O Monge e o Executivo, e sobre trabalho em equipe como As 17 Incontestáveis Leis do Trabalho em Equipe. Ambos livros te darão um norte de como líderes empoderam times vencedores.

Ensino

Um bom professor é aquele que possui a capacidade de oferecer o conhecimento certo, no momento certo, ensinado da maneira correta, para que indivíduos, equipes e organizações metabolizem o conhecimento para o seu melhor benefício.

Diferente da mentoria, que possui um foco em passar a sua experiência para que outro indivíduo assuma posição semelhante à sua, o ensino foca na passagem de conhecimentos específicos, dadas as circunstâncias de um indivíduo, usando ferramental apropriado.

O clássico Coaching Agile Teams (somente em Inglês), da Lyssa Adkins, que é a “bíblia” do Agile Coaching, tem muitas lições acerca de como ser um bom professor de métodos ágeis, além de um mentor e coach.

Maestria Técnica

Essa competência resume-se a saber “botar a mão na massa” quando necessário, ou seja, não ser apenas um profissional teórico, mas saber como a coisa funciona na prática, a ponto de você conseguir executar ou propor atividades técnicas pontuais no dia-a-dia.

Um Agile Coach sem conhecimento técnico (mesmo que superficial) vai depender e muito de membros técnicos de confiança nos times em que atua para conseguir bons resultados, uma vez que muitas transformações em processos exigem mudanças técnicas nos times como testes, arquitetura, CI, CD, refactoring, código-limpo e muito mais.

É obrigatório o Agile Coach entender o que é Continuous Delivery e ajudar o time a enxergar neste conceito a agilidade técnica de que tanto precisam. Neste ponto, o excelente Entrega Contínua de Jez Humble cumpre bem o seu papel como um guia no assunto.

Já o compilado eXtreme Programming do Daniel Wildt e cia. lhe dará um overview de técnicas e práticas do XP para complementar as lacunas deixadas por uma formação pautada apenas com Scrum (como a minha).

Maestria de Negócios

Além de skills técnicas, cabe ao Agile Coach ter skills de negócio também, principalmente aquelas vinculadas a concepção de novos produtos, validação de hipóteses, personas e muito mais, uma vez que não tem como ser ágil se as áreas de negócio da empresa não são.

Um Agile Coach sem conhecimento de negócio (mesmo que superficial) dependerá de Product Owners extremamente experientes dentro dos times, uma vez que não conseguirá auxiliá-los em etapas extremamente difíceis da jornada de cada time como descoberta de novos negócios, priorizações difíceis, etc.

Leituras neste sentido não faltam, mas seguem duas referências:

Capacidade de Transformar

Um Agile Coach é um agente de mudança e, como tal, deve ser capaz de provocar mudanças culturais e organizacionais dentro da empresa em que atua. Muitas vezes ele deve liderar esta transformação, evangelizando a cultura ágil em todas as esferas da empresa para garantir que a mesma não seja um movimento isolado e que morra com o passar do tempo.

O livro Os 5 Desafios das Equipes (Dysfunctions no original de Patrick Lencioni) trata muito deste assunto, bem como o Virando a Própria Mesa do brasileiro Ricardo Semler, um ícone de transformação organizacional e cultural moderno. Outros títulos famosos, estes que eu não conheço ainda, são Emergência: A Dinâmica de Rede das Formigas, Cérebros, Cidades e Software, de Steven Johnson e o Inteligência Emocional de Daniel Goleman.

E aí, o que achou deste framework de competências? Concorda ou discorda? Use a área de comentários abaixo para discutirmos nossas percepções sobre esse importante papel nas empresas ágeis.

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Lançamento do meu livro de MongoDB


Foi em 2015 que conheci MongoDB. Sim, eu estava bem atrasado considerando que a tecnologia havia sido lançada em 2009 e desde 2010 já existiam grandes projetos usando-a. Como sempre gostei de criar aplicações com massas grandes de dados, como meus mecanismos de busca, logo me interessei pelo approach baseado em documentos do Mongo e facilidade de consultar. E pela performance, é claro.

Assim como fiz em 2012, conforme ia iniciando meus estudos de Android, fui documentando tudo o que aprendia e testava sobre MongoDB, ao mesmo tempo que estudava e aplicava outra tecnologia em meus projetos: Node.js.

Obviamente não comecei meus estudos partindo do zero, uma vez que já trabalho com sistemas que usam bancos de dados há cerca de 10 anos. Todo o meu conhecimento de banco de dados (que engloba muito SQL Server e um pouco de outros bancos), aliado às boas práticas de Engenharia de Software, Gestão de Projetos, Testes de Software, etc formaram o profissional que sou hoje.

No uso de MongoDB eu tenho experiência de mais de dois anos na data que escrevo este post e uma meia dúzia de projetos entregues e funcionando.

Pois então que há alguns meses decidi escrever um novo livro. O segundo de 2017 (o primeiro foi sobre Node.js), justamente sobre todo esse conhecimento de MongoDB que possuo que já me renderam algumas ofertas de emprego bem interessantes e alguns milhares de reais em projetos entregues usando este banco de dados.

Esse livro chama-se MongoDB para Iniciantes, e está à venda desde essa semana na Amazon.

Apesar do seu tamanho, 120 páginas, é um livro bem completo. Ele não se limita a listar e explicar comandos para consultar e manipular o MongoDB. Ele parte do princípio que você quer entender como funciona a orientação à documentos, que quer saber como se gerencia minimamente um servidor Mongo. Com uma didática clara e objetiva, como todos livros de minha autoria (quem já leu os demais sabe do que estou falando), e que pega o leitor pela mão e ensina desde os conceitos mais básicos até tudo que é necessário para ter um banco modelado corretamente e rodando, pronto para suas aplicações se conectarem. Inclusive ensina como usar MongoDB com Node.js, ASP.NET Core e PHP, sem entrar em muitos detalhes destas linguagens.

Do primeiro insert até comandos mais elaborados para manipulação de campos multi-valorados, índices, relatórios de performance e subdocumentos, MongoDB para Iniciantes é para quem está começando a trabalhar com MongoDB e bancos relacionais e está completamente confuso com a quantidade de tutoriais, informações conflitantes e artigos fora de ordem. Nele, ensino a usar tudo o que deu certo em meus projetos com MongoDB nos últimos anos, um banco não-relacional que é bom, confiável e que possui grande mercado.

Neste livro você vai aprender:

  • introdução aos bancos não-relacionais e NOSQL;
  • execução do servidor MongoDB;
  • conexão usando o client nativo Mongo;
  • quando usar e quando não usar MongoDB;
  • comandos básicos e intermediários para consultas;
  • comandos básicos e intermediários para inserção, atualização e exclusão de documentos;
  • como extrair relatório de performance de suas queries;
  • criação de índices;
  • gerenciamento mínimo de servidor (backup, restore, import);
  • como modelar os seus documentos usando o paradigma do MongoDB;
  • como criar aplicações reais usando Node.js, PHP e ASP.NET Core;
  • dezenas de boas práticas com MongoDB;

Novamente, devido às atualizações constantes, optei apenas por ter somente versão digital, que você pode ler no Kindle, no PC usando o ler.amazon.com e no smartphone/tablet usando o app Kindle Cloud Reader. Livros de tecnologia impressos tendem a ficar obsoletos rapidamente, coisa que eu detesto.

Além disso, caso assine o Kindle Unlimited (primeiro mês grátis e depois R$20/mês), você pode ler o meu livro e milhares de outros títulos gratuitamente.

Se ainda não é cliente da Amazon, esta é uma excelente oportunidade de começar com o pé direito. Modéstia à parte. 😉

Leia a amostra grátis do livro abaixo e tire suas próprias conclusões:

Curso Node.js e MongoDB
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