A Cabeça de Steve Jobs – Resenha

Estava lendo o meu digest de resposta no Quora hoje (se não conhece, recomendo!) e vi esse engraçado video que reproduzo abaixo, de quando o ator que fez o Steve Jobs no filme Os Piratas do Vale do Silício encontrou o próprio pessoalmente durante a conferência MacWorld de 1999. Isso me fez lembrar de quão icônico era o fundador da Apple, que veio a falecer em 2011 vítima de câncer.

Eu li o livro A Cabeça de Steve Jobs a primeira vez em meados de 2010, emprestado de um amigo. O autor, Leander Kahney, faz uma análise crua de como pensava e agia o CEO de uma das empresas mais valiosas do mundo. A ideia aqui era ser diferente dos demais livros sobre o “mito” e o resultado é interessante e assustador ao mesmo tempo. Jobs não é um exemplo a ser seguido, definitivamente, mas alguém para ser contemplado e que provoca reflexões sobre nós mesmos enquanto pessoas e enquanto profissionais, principalmente quem segue a carreira de TI.

Se você assistiu o filme que mencionei anteriormente, Piratas do Vale do Silício, já deve imaginar um pouco como era a “figura”, mas o livro dá mais detalhes, sem se ater a uma linha temporal, afinal não é uma biografia. Jobs era tão perfeccionista que não usava placas em sua Mercedes, já que elas estragavam o visual do carro, por exemplo. Obviamente isso lhe rendia algumas dores de cabeça. Jobs tinha um piano na sua sala de estar, sem que ninguém na família soubesse tocar, mas porque era algo extremamente belo, elegante e bem construído.

Jobs demitia todos que considerava incapazes de executar um serviço dentro dos seus padrões de excelência. Suas demissões públicas, no corredor da empresa ou dentro do elevador, eram notórias. Os funcionários admiravam-no, mas ao mesmo tempo conheciam atalhos dentro da empresa que permitiam não ser vistos passando na frente da sala dele. A Cultura classificou esse livro como um misto de biografia e guia de liderança, eu prefiro classificar como uma coleção de virtudes e vícios de Steve Jobs, não que isso desmereça o homem, apenas foi a impressão que eu tive do livro.

Esse mesmo perfeccionismo que aterrorizava à todos liderou os esforços que resultaram em grandes criações e inovações para a indústria. Felizmente o livro dá muito crédito também à Jonathan Ive, recentemente creditado no filme Jobs. Eu mesmo não sabia da existência do designer (não me culpe, não sou dessa área) até ler o livro e fiquei espantado quando descobri que Jobs era o visionário, mas quem tornava real era Ive. Enfim, é um livro bem interessante, quer você goste de Jobs ou não, pois independente disso, temos de respeitar a marca que ele conseguiu deixar na história da tecnologia.

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