As 17 Incontestáveis Leis do Trabalho em Equipe – Resenha

Em meados de 2010 eu tinha 4 anos de experiência na área de TI e estava almejando posições de liderança nos projetos que estava participando. Estava acabando a minha faculdade de Ciência da Computação e depois de tantos anos trabalhando como desenvolvedor eu estava migrando para a área de análise de sistemas, geralmente associada à liderança de equipes de desenvolvimento.

Foi nessa época que fiz um curso de Scrum e Métodos Ágeis para gerenciar projetos, tirei certificações, li excelentes livros como o Monge e o Executivo e como esse, As 17 Incontestáveis Leis do Trabalho em Equipe, de John Maxwell. Ganhei esse livro em um amigo secreto da empresa, naquele mesmo ano. Achei estranho, nunca tinha ouvido falar desse livro, e nem mesmo eu havia pedido ele, mas dei um voto de confiança, e foi um tiro certeiro de quem me deu, pois o livro é excelente.

John Maxwell é um administrador que ajuda igrejas americanas a profissionalizarem a sua gestão, saírem do vermelhor, baterem metas, etc. É algo curioso de se fazer, uma vez que a maioria das pessoas não está acostumada a ver as igrejas como empresas, embora elas o sejam, inclusive possuindo CNPJ aqui no Brasil e tudo mais. Pois bem, Maxwell ajuda igrejas a umas 4 décadas, além de já ter ajudado com consultorias e treinamentos outros tipos de empresas, sendo autor de outros livros sobre o mesmo tema de servo-liderança e trabalho em equipe que já venderam mais de 13 milhões de cópias (e eu feliz com os números de meu livro de Pokemon Go…). Segundo ele, essas são algumas das maiores necessidades nas empresas, por isso que foca nelas.

Mas do que se trata esse livro? Maxwell lista 17 itens que ele chama de “incontestáveis leis”, explicando como o não cumprimento dessas regras afeta o desempenho de toda a equipe, da empresa e consequentemente leva todos à falha em alcançar os objetivos. Para cada lei ele nos presenteia com uma história bem interessante, o que aliás é muito comum nesse tipo de livro que, sem menosprezar, é uma autoajuda profissional. As histórias ilustram muito bem cada uma das leis, são bem interessantes, e geralmente estão ligadas ao nome dado por ele à cada lei.

Assim temos a Lei do Significado, a Lei da Perspectiva Global, a Lei do Nicho, a Lei do Monte Everest, a Lei da Corrente (essa muita gente conhece), a Lei do Catalisador (essa me inspirou muito), a Lei da Bússola, a Lei da Laranja Estragada (outra bem conhecida), a Lei da Confiança, a Lei do Preço a Pagar (a mais difícil os chefes entenderem), a Lei do Placar (gestão à vista), a Lei da Reserva, a Lei da Identidade, a Lei da Comunicação, a Lei da Vantagem (não é a mesma do futebol), a Lei do Moral Elevado (essa eu sempre falei mas ninguém acredita) e a Lei dos Dividendos.

Para cada lei temos um capítulo dedicado à ela, muito bem escrito, traduzido e inspirador. Você pode ler tranquilamente uma lei por dia, logo após o almoço ou antes de dormir, o que deve lhe ajudar nas decisões que irá tomar em relação ao seu time no dia seguinte. Eu realmente gostei desse livro e é meu livro de cabeceira quando o assunto é gerenciamento de pessoas. Não que eu seja um expert no assunto, mas de 2010 para cá, minhas funções foram sempre de liderança em equipes, o que vai fazer 7 anos já.

Disponível à venda na Amazon.

Vou abrir aqui um parênteses, mas curiosamente esse livro também ajudou a mudar outro pensamento que eu tinha, mas a respeito de algo bem mais banal: o amigo secreto da empresa. Sim, isso mesmo. Até ganhar esse livro eu colocava sempre na lista de presentes o que eu queria ganhar de amigo secreto, e sempre recebia exatamente o que pedia. Era algo extremamente chato e premeditado.

Quando ganhei esse livro percebi que os melhores presentes são de pessoas que não te dão o que você pediu, mas sim o que você precisava. Melhor ainda quando você não pede nada, e a pessoa “se ferra” tendo que descobrir do que você gosta. A responsabilidade nessas horas é muito maior, e com isso a dedicação também aumenta muito (isso daria uma boa lei, tipo a Lei da Responsabilidade).

De duas uma: ou a pessoa não vai conseguir descobrir nada de você pois não tem intimidade alguma, ou ela vai dar um jeito e provavelmente você ganhará um grande presente. Comigo tem acontecido a segunda opção nos últimos anos, desde que passei a adotar o padrão de não colocar nada na lista de amigo secreto. Se me perguntam ou me obrigam, apenas respondo que quero um livro bom, simples assim.

Fica a dica caso queira colocar um pouco de adrenalina no seu próximo amigo secreto, hehehehe.

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