A essência do Agile

Tem cerca de 20 anos que surgiram os primeiros métodos ágeis do jeito que os conhecemos hoje, em frameworks e “receitas prontas”. No meio de tantas transformações ágeis e digitais acontecendo em empresas ao redor do mundo, muito da essência do agile tem se perdido em prol de corridas desenfreadas por estar na dianteira do mercado em termos de produtos e resultados.

No entanto, rodar Scrum ou SAFe à risca não é garantia de agilidade e nem o objetivo da agilidade é formar times que apenas sabem executar uma receita. O objetivo dos métodos ágeis é formar times de alto desempenho para resolver os mais variados desafios, respondendo às mudanças inerentes ao cenário moderno e inovador das empresas, em especial as digitais. A capacidade de um time em responder a mudanças, entregando valor contínua e ininterruptamente é o real sentido de ser ágil, embora muitas empresas acreditem erroneamente que agilidade é apenas outro nome para velocidade.

Mas afinal, se rodar XP, Kanban, etc não garante que o seu time é realmente ágil, quais seriam as características que dizem se o seu time é ou não ágil?

Para responder a esta pergunta temos de voltar no tempo e entender a essência da agilidade…

Manifesto Ágil: 2001

Em 2001, 17 dos mais renomados profissionais de tecnologia do mundo se reuniram para discutir a forma como estavam tocando os seus projetos de software. Todos eles discordavam da forma tradicional de gerir projetos à época, extremamente burocratizada e que mais destruía do que entregava valor aos clientes.

Desta reunião em que estavam os criadores de frameworks famosos como Scrum, XP, Crystal e muitos outros, surgiu o chamado Manifesto Ágil: um documento composto por quatro premissas e doze princípios que norteariam tudo o que se criou sobre métodos ágeis daí em diante.

As quatro premissas são:

Manifesto Ágil de Software
Manifesto Ágil de Software

Atente à frase que fecha o manifesto, ela é muito importante: mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.

O manifesto é complementado por 12 princípios:

12 Princípios Ágeis
12 Princípios Ágeis

Note que o Manifesto Ágil foi criado por profissionais de TI e para profissionais de TI, mas que se você trocar a palavra software pelo produto do trabalho do seu time, verá que muita coisa faz sentido até mesmo fora da área de TI. Isso se deve ao fato de que estas ideias não surgiram exatamente aqui e nem exatamente por estas pessoas, o que nos leva um pouco mais atrás na história da agilidade…

O Novo Jogo de Desenvolver Novos Produtos: 1986

Em 1986, 15 anos antes do Manifesto Ágil ser assinado, dois professores da Harvard Business School, Hirotaka Takeuchi e Ikujiro Nonaka, escreveram um famoso artigo intitulado The New New Product Development Game. Neste artigo, eles retratam a situação do mundo à época, em que a velocidade e flexibilidade necessários para se criar produtos competitivos forçava as empresas a mudarem suas estratégias, atuando mais como times esportivos do que como departamentos, inclusive fazendo uma analogia ao rugby que mais tarde seria continuada com o advento do Scrum (que é uma jogada do rugby).

A abordagem pregada por Takeuchi e Nonaka é baseada em seis características: instabilidade embutida (missão-controle ao invés de comando-controle), times de projeto auto-organizados (como uma startup), fases de desenvolvimento sobrepostas (sprints), multiaprendizado (fail fast e shared knowledge), controle sutil (checkpoints ao invés de microgerenciamento) e transferência organizacional do aprendizado (compartilhamento fora do time). Essas características juntas tornariam-se a base de uma mudança cultural no desenvolvimento de produtos uma vez que os métodos antigos não permitiam que as empresas se mantivessem competitivas ao longo que o mercado não pára de mudar.

Foi a primeira vez documentada que se desafiou o status quo de desenvolver projetos instaurado desde a década de 60, faseado e linear, onde o valor somente era gerado quando passasse pela última etapa ao final de todo o processo, como em uma corrida de bastão, onde vence quem chegar na reta final com o bastão na mão. Na nova abordagem, as fases se sobrepõem, com analogia de um time de rugby avançando com a bola, que é passada de mão em mão e o time avançando junto, o que mais tarde originaria as sprints do Scrum.

Processo com sobreposição
Processo com sobreposição

Estas conclusões foram tiradas a partir de projetos de produtos bem sucedidos em empresas americanas e japonesas daquela década, que mostraram que era possível tirar proveito do trabalho em equipe e de uma abordagem sobreposta para reduzir o go-to-market entre outros desperdícios. Essa busca incessante pela redução do desperdício nas fábricas americanas nos leva a ideias ainda mais antigas que Nonaka e Takeuchi beberam da fonte…

Sistema Toyota de Produção:1950

O Sistema Toyota de Produção foi desenvolvido pela Toyota Motor Corporation para fornecer a melhor qualidade, o menor custo e o lead time mais curto por meio da eliminação do desperdício. O TPS é formado sobre dois pilares, Just-in-Time e Jidoka, e é normalmente ilustrado pela “casa” mostrada a seguir. O TPS é mantido e melhorado por interações entre trabalho padronizado e kaizen, seguidos de PDCA.

Casa da Toyota
Casa da Toyota

O desenvolvimento do TPS é creditado a Taiichi Ohno, chefe de produção da Toyota no período posterior à Segunda Guerra Mundial. Começando nas operações de usinagem, Ohno liderou o desenvolvimento do TPS ao longo das décadas de 1950 e 1960, e sua disseminação à cadeia de fornecedores nas décadas de 1960 e 1970.

O seu trabalho depois foi levado ao ocidente por James Womack e Daniel Jones no livro Lean Thinking (Mentalidade Enxuta, 1996) criando a cultura Lean nos anos 2000 (Lean Development, Lean Startup, Lean Enterprise, etc), outra vertente muito forte que influenciou e foi influenciada pela cultura agile, sendo como já foi dito, focado na eliminação dos sete desperdícios da cadeia produtiva:

  1. Defeitos
  2. Superprodução
  3. Espera
  4. Transporte
  5. Movimentação
  6. Processamento errado
  7. Estoque

Uma vez que se trabalhe na eliminação destes desperdícios, chegaremos cada vez mais próximos de produtos Lean (enxutos): baixo custo, alta qualidade e tempo de entrega menor. Note que inclusive a superprodução é encarada como nociva, o que pode ser contraintuitivo para algumas pessoas mas que faz total sentido uma vez que o Princípio de Paretto se aplica a produtos em geral (80% das funcionalidades raramente são usadas).

O conceito de Kaizen também é muito forte aqui, garantindo a melhoria contínua dos processos em uma eterna busca pela perfeição, algo mais tarde levado pelos agilistas através de cerimônias como as retrospectivas.

E por fim, ferramentas de gestão à vista do chão de fábrica japonês, como o Kanban, mais tarde foram adaptadas para o mundo dos projetos, neste caso pelo americano David Anderson, criando outra legião de seguidores.

Agilidade para Todos

Note que os princípios da agilidade são universais e aplicáveis a qualquer grupo de pessoas que tenham de empreender projetos complexos e adaptativos. E se você leu o que escrevi acima sobre a origem da agilidade (e em consequência sua essência) deve ter entendido que um time ágil:

  • trabalha como um verdadeiro time, além de ser pequeno e auto-organizado, compartilhando a responsabilidade;
  • colabora e comunica-se clara e constantemente entre si, com clientes e com stakeholders, através de comunicação direta e gestão visual;
  • foca na entrega de valor contínua e incremental, aprendendo a cada entrega;
  • elimina desperdícios e ganha mais agilidade através de melhoria contínua;
  • compartilha seus aprendizados interna e externamente ao time;

Se você tem todas estas características no seu time, parabéns, você tem um time ágil!

Note que não estou menosprezando os frameworks populares, que aliás eu adoro e uso há anos. Note também que possuir todas estas características em um time não é uma tarefa fácil, exige pessoas maduras, organizadas, com desenvolvimento orientado a valor e foco no cliente e que sim, muito provavelmente usar um método vai lhe ajudar a criar a disciplina e musculatura para chegar em um time essencialmente ágil.

Então sim, usar Scrum e outros métodos pode ser um caminho para se chegar a times ágeis e de alta performance, mas note que esses métodos são um caminho, um meio, e não o fim. Ser ágil não é e nunca será executar uma receita, mas reagir às mudanças entregando valor de maneira contínua e incremental, em um ciclo perpétuo de melhoria contínua. Ponto.

Ninguém te disse que seria fácil, certo?

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Agile Trends Florianópolis/SC

Ontem terminou o Agile Trends Florianópolis 2018, um evento sobre agilidade na capital catarinense, mais especificamente na praia dos Ingleses. Eu estive lá durante os dois dias de eventos e a ideia deste artigo é compartilhar um pouco do que vi por lá e a impressão que tive do evento, que acontece também em outras capitais do país como Brasília e São Paulo.

Agile Trends
Agile Trends

A organização

O que me chamou mais a atenção no evento foi o formato. Eram cinco trilhas simultâneas, sendo quatro teóricas e uma prática, composta de workshops, mas tudo isso aconteceu em um mesmo espaço aberto. Sim, era um único salão com cinco coisas acontecendo ao mesmo tempo!

Mas como isso era possível? Será que funciona?

Eu me assustei quando percebi este formato ao entrar no hotel Oceania em Ingleses. Me lembrei da Campus Party, que era uma bagunça neste sentido, um monte de palestra gritando no microfone, com palcos muito próximos um do outro e um monte de gente que tentava desesperadamente entender alguma coisa. Mas aqui a coisa foi diferente.

Cada participante ganhava emprestado um rádio com um fone de ouvido ao entrar no salão. O rádio tinha cinco canais, um pra cada trilha e os palestrantes falavam em um microfone, mas sem alto falantes (o que não atrapalhava as outras palestras), a voz era transmitida via rádio aos dispositivos que estavam com a gente, fazendo com que escutássemos perfeitamente cada palestrante, com o bônus de conseguir dar uma zapeada de vez em quando olhando para os lados e trocando os canais do rádio para ver se a outra palestra estava melhor, isso foi animal!

Já estive em muitos eventos com trilhas simultâneas como TDC e é um saco quando tu está em uma palestra meia-boca e não sabe se tem outra melhor acontecendo em outra sala. Esse talvez seja meu principal elogio ao evento, pois essa sacada foi genial. Tu não tinha de estar bem na frente do palestrante para ouvir e conseguia ir de uma trilha à outra muito facilmente.

As Trilhas

As trilhas eram cinco, como comentei antes. Na trilha de Workshops, tínhamos dinâmicas e muita mão na massa com pessoas de mercado bem experientes apresentando suas técnicas, como o Andy Barbosa do Agile Institute Brasil. Eu não cheguei a participar de nenhum workshop, me ative mais às palestras mesmo, mas pareciam bem interessantes.

A trilha #1 era de Agile Coaching, como um foco muito grande em pessoas e team building. Muito grande mesmo, eram quase filosóficas e assisti poucas palestras aqui. Sinceramente eu esperava mais cases de transformação ágil e resoluções de conflito em escala corporativa, que é o que mais me aflige hoje na minha função como Agile Coach no Agibank. Não desmerecendo o conteúdo da trilha, longe disso, mas não era o que eu estava procurando.

A trilha #2 era de Scrum e Lean/Kanban. Essa sim teve muitos cases, em especial de Kanban. Ficou muito claro que o mercado parece estar cada vez menos interessado em falar sobre Scrum e estão voltando suas atenções para Kanban e Lean. Não é algo anormal na minha opinião, uma vez que conforme a maturidade dos times e das empresas aumentam na adoção de métodos ágeis, faz-se menos necessária a utilização de frameworks, por menores que sejam como o Scrum.

A trilha #3 era de DevOps, a trilha mais técnica de todo o evento. Foi uma trilha interessante, com bastante ferramental e cases de adoção de DevOps. Acho que foi o primeiro evento que tive a oportunidade de ver palestras de DevOps, justamente por causa do formato de organização open-space, uma vez que nos eventos tradicionais eu acabo enfurnado em  salas de métodos ágeis com foco maior em dinâmicas e facilitação.

E por fim, a trilha #4 era de Gestão de Produtos. Note como cada trilha possuía um apelo para um papel ágil específico com #1 Agile Coach, #2 Scrum Master, #3 Dev Team e #4 Product Owner. Achei bem interessante isso. Nesta trilha tivemos alguns cases, muita técnica para cocriação, priorização, MVP e muito mais coisas que todo PO tem de ter no seu cinto de utilidades.

Agile Trends
Agile Trends

Os pontos altos

O evento começou muito bem com a keynote Mari Zaparolli do PagSeguro (também conhecida como Mari Canvas), contando o case de transformação ágil deles. Muito bacana mesmo como eles montaram um time de 15 Agile Coaches na Governança de TI da empresa para ajudar os 100 times de desenvolvimento a rodarem os projetos de maneira ágil.

Outra palestra muito boa foi da Dieine, Agile Coach da HostGator, contando toda a jornada deles para adoção de agile em todas áreas da empresa, não apenas na área de desenvolvimento.

Também teve um case bacana de transformação na divisão de produto Fluig da Totvs, onde existia um problema muito grande de qualidade e velocidade nas entregas, resolvidos com a adoção de métodos ágeis, principalmente Scrum e Kanban por lá.

Pra quem curte Kanban, tiveram muitas palestras sobre o assunto, abordando adoção, disfunções, métricas e por aí vai. Na minha opinião ficou até meio repetitivo.

Enfim, acho que isto é o que posso resumir do evento. Certamente valeu a pena a viagem até Santa Catarina e fiquei bem curioso com o anúncio da edição do ano que vem em SP, que ocorrerá durante 6 dias em abril e será o maior evento de agilidade do Brasil de todos os tempos.

Quem sabe não nos topamos por lá?

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A Via Expressa dos Milionários – Resenha

The Millionaire Fastlane

Eu não recordo agora como adquiri este livro, mas chuto que foi em alguma promoção da Amazon. Eu já o conhecia há anos, por causa do trabalho de divulgação do brasileiro Marcus Lucas, que eu já citei em outro post por aqui. O Marcus é um nômade digital que vive atualmente em Koh Samui, na Tailândia, trabalhando pela internet através de um notebook. Eu nunca entendi muito no detalhe o que o Marcus faz, mas sei que ele tem um curso para empreendedores digitais e que é um embaixador brasileiro do Millionaire Fastlane (Via Expressa dos Milionários), ou seja, alguém que “evangeliza” empreendedores nos conceitos do livro em parceria com o autor, MJ De Marco.

Enfim, eu li a versão digital em Inglês do mesmo, pois não achei em Português para comprar, mas sei que existe traduzida pelo próprio Marcus Lucas, então de repente podem pedir diretamente pra ele. A ideia desta resenha é dar uma ideia ao leitor do que se trata o livro e se faz sentido para você, pois não era nada do que eu esperava, embora isso não seja exatamente ruim.

O autor

MJ De Marco diz ser um milionário jovem que fez fortuna através de um mindset que ele chama de a Via Expressa dos Milionários, que é a ideia que ele vende ao longo do livro, que eu vou explicar melhor na sequência. Ele começa o livro dizendo que não é um método de ganhar dinheiro, mas um mindset de como você deve aplicar seu tempo, dinheiro, esforços, etc e o que você deve evitar para de fato se tornar um milionário rapidamente. Assim, ele diz com todas palavras que não é um método no estilo do Tim Ferriss (4-Hour Workweek), está mais para um Napoleon Hill (mas essa é minha opinião).

Ele conta que desde pequeno não entendia muito bem o formato de trabalho convencional que te tomava a vida inteira para ter algum dinheiro quando estivesse velho e quase morrendo, em uma época em que não conseguiria aproveitar muito. Ele não aceitava mas ao mesmo tempo o status quo não lhe dava muita opção, considerando que apenas atletas e artistas obtinham fortuna jovens. Até que um dia ele se deparou com uma Lamborghini, o que ele chama de A Profecia da Lamborghini.

Ele estava em um posto de gasolina comprando sorvete (ou algo assim, não lembro) e uma Lamborghini parou para abastecer. Na hora ele pensou que deveria ser algum velho rico que estaria dirigindo, mas se surpreendeu quando um jovem saiu dela, de roupas casuais. Em um esforço de sair do choque daquela cena MJ conversa com o sujeito tentando entender de onde vem a sua riqueza precoce, imaginando que poderia ser uma herança, mas o jovem responde que é um inventor.

Isso muda a vida de MJ que passa a buscar maneiras de fazer fortuna “inventando” coisas e que mais tarde ele descobre que tem a ver com empreender e investir os ganhos do empreendimento.

MJ com sua Lamborghini
MJ com sua Lamborghini

A Via Expressa

O livro é bem mais denso do que vou colocar aqui, mas todo o mindset se baseia em um a metáfora de três partes: a Via Lenta, a Calçada e a Via Expressa; resumindo três estratégias de viver a vida do ponto de vista de acúmulo de riqueza.

A Via Lenta seria o jeito tradicional de ficar rico: trabalhe duro por décadas e invita seu dinheiro para que, ao se aposentar, tenha dinheiro para curtir sua aposentadoria. Uma vida de décadas com saúde mas sem tempo e dinheiro, para viver alguns anos sem saúde e com tempo, além de algum dinheiro. Ele critica aqui inclusive investimentos tradicionais com rendimentos percentuais baixos ao ano ou até mesmo investimentos imobiliários às custas de longos financiamentos.

A Calçada consegue ser pior ainda, pois retrata as pessoas que andam a pé, o que não vai levá-las longe, mesmo que podem estar aproveitando o caminho. Ou seja, quem zera sua conta todo final de mês, quem trabalha de dia pra comer de noite, quem vive um dia de cada vez, ou como queira chamar. Enquanto que a Via Lenta vai te levar a um futuro razoavelmente próspero, mas demora, a Calçada não vai te levar muito longe.

E por fim, a Via Expressa, que ele foca ao longo do livro através de um mindset empreendedor e investidor, fugindo da corrida dos ratos do Robert Kiyosaki, nos mostra que você tem de investir seu tempo em empreendimentos que lhe permitam ganhos passivos, ganhos exponenciais e que você não troque seu tempo por dinheiro momentâneo, mas por receita recorrente. Essa é parte da estratégia. A outra parte é justamente a questão dos investimentos, que devem ser em grandes volumes e em coisas certeiras.

O Mindset

E por fim, sem estragar a sua diversão com o livro, o que mais importa em todos os capítulos é o mindset que o MJ tenta formar no leitor. Além de contar todas as suas histórias pessoais, de como começou a trabalhar, como teve os insights dos primeiros empreendimentos (no auge da bolha-ponto-com), a sua guinada de vida quando saiu de casa e muito mais, ele passa lições interessantes de como o mundo é dividido entre produtores e consumidores e que sempre estamos em algum lado da equação. No entanto, quanto mais conseguirmos nos posicionar do lado dos produtores (que são a minoria) mais riqueza atraíremos para nós.

Embora seus pensamentos sejam um tanto radicais em alguns pontos, eles fazem muito sentido e te tiram da zona de conforto de algumas crenças tradicionais que herdamos de nossos pais e até mesmo do status quo da sociedade moderna. Eu particularmente sempre fui adepto do lema “work smarter, not harder” mas sei que ele não é muito bem visto na sociedade por causa do famoso “jeitinho brasileiro” que as pessoas costumam associar com este tipo de posicionamento, sem entender seu real significado.

Não sou muito adepto deste tipo de leitura, mas confesso que não achei de todo ruim, até porque em caso contrário eu não estaria divulgando aqui.

E você, tem alguma outra recomendação de livro sobre geração de riqueza? Também leu A Via Expressa? Deixe seu comentário abaixo.

Abaixo tem a amostra grátis do livro, cortesia da Amazon.