Sites mais rápidos geram mais dinheiro

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Sites mais rápidos geram mais dinheiro

Luiz Duarte
Escrito por Luiz Duarte em 22/09/2016
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Sempre gostei de trabalhar em ajustes de performance. Recentemente tenho migrado todos os projetos que posso de .NET + SQL Server para NodeJS + MongoDB, em virtude da simplicidade da plataforma e da performance estonteante. Existem alguns posts que escrevi aqui sobre melhorias de performance na web, em C#, no banco SQL e por aí vai, e hoje venho com este assunto mas de uma maneira diferente.

Sabemos que quando o assunto é Internet quanto mais rápido fizermos nossa aplicação ou site, melhor. Mas qual a relação entre velocidade e ganhos reais? Se seu site fica 1s mais rápido, o quanto ele ganha mais de seguidores? Você terá mais vendas? Se sim, quanto? Você acreditaria se eu dissesse que você perde 20% de seus visitantes a cada 1/2 segundo que sua página demora para carregar? Embora existam muitas variáveis para prever, vou me focar no que tenho estatísticas para comprovar!

Sites lentos são um desastre…

Qualquer página que demore mais do que 2 segundos para carregar é um desastre. Um estudo feito pela Akamai em 2009 concluiu:

  • 47% das pessoas esperam que a página carregue em 2s ou menos;
  • 40% abandonam uma página da Internet se ela leva mais de 3s para carregar;
  • 52% dos compradores online afirmam que páginas que carregam rapidamente são importantes para sua lealdade ao site;
  • 14% começam a comprar em um site diferente se o carregamento do atual é lento, enquanto que 23% desistem da compra ou mesmo saem da frente do computador;
  • 64% dos compradores que tiveram um experiência ruim com seu site vão ir direto à outro site na próxima vez

Google se preocupa com velocidade…

Para um gigante do cloud computing como o Google, a velocidade do site é um elemento importantíssimo para o rankeamento do seu algoritmo de busca:

Um estudo feito pela empresa LightSpeedNow mostrou que deixando seu website mais rápido faz com que o Google lhe redirecione 15% mais tráfego em média, além do que Bing e Yahoo! tendem a fazer o mesmo.

Alguns webmasters notaram (inclusive eu, com meu projeto Busca Acelerada) que seu tráfego cai significativamente quando o Google introduziu a velocidade dos sites como um fator em seu algoritmo. Alguns reclamaram de até 80% de queda no tráfego!

As pessoas fogem de marcas com sites lentos…

A Gomez Peak Time Internet Usage Study conduziu sua Equation Research com 1500 consumidores em fevereiro de 2010, confirmando o impacto negativo de performance ruim na nuvem:

Quando uma loja virtual enfrenta picos de tráfego e tudo fica lento, 75% dos visitantes deixam o site e vão para a concorrência ao invés de terem mais paciência.

88% dos consumidores online tendem a não voltar ao site depois de uma experiência ruim.

Quase metade dos entrevistados expressou uma percepção menos positiva da empresa como um todo após uma experiência ruim e mais do que 1/3 dizem ter contado a experiência ruim para outras pessoas.

As pessoas ficam em sites rápidos…

Um estudo de caso da Aptimize mostrou que quando eles tornaram o site Geekzone mais rápido os seguintes resultados foram alcançados:

  • 35.10% de aumento no tempo médio de cada visitante no site;
  • 13.63% de aumento no número de páginas por visita;
  • 3.7% de redução na taxa de rejeição.

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A prova que milissegundos importam…

Os grandões do cloud computing realmente fizeram seu dever de casa para provar que os milissegundos importam em seus sites:

  • Para cada 100ms de lentidão no site da Amazon.com as vendas caem em 1% (Kohavi e Longbotham, 2007);
  • Google descobriu que a mudança de uma paginação de 10 resultados que demorava 0.4s para uma página de 30 resultados que demora 0.9s diminuiu seu tráfego e receitas com ads em 20% (Linden 2006);
  • Google Search descobriu que uma lentidão de 400ms resultou em uma queda de -0.59% de buscas por usuário. Pior ainda, mesmo depois de corrigirem essa lentidão as buscas ficaram com uma baixa de -0.21% entre os usuários que experimentaram a lentidão, o que mostra que uma experiência ruim afeta o comportamento de longo prazo;
  • Outro estudo do Google mostrou que um adicional de 500ms no tempo de carregamento resultou em 20% de queda no tráfego;
  • Yahoo! também descobriu que páginas 400ms mais lentas fazem com que 5-9% dos visitantes vá embora antes da página terminar o carregamento

Não o que se discutir sobre a importância das frações de segundo na web. Existem evidências sólidas de que mesmo pequenas melhorias na performance do site podem levar a altas posições nas buscas, mais visitas e por mais tempo, melhorando a lealdade à sua marca e mais vendas. Também podemos concluir que o objetivo de 2s de carregamento não é algo impossível e que faz toda a diferença, pois se passarmos disso, nossos visitantes irão para a concorrência.

Obviamente estas métricas mudam com o tempo. Quando as mesmas pesquisas foram feitas 5 anos antes, o tempo crítico de espera estava em 4s, mas conforme a velocidade das conexões aumentam, as exigências tendem a aumentar também. Tenha isso em mente.

Os dados deste post foram coletados do blog da Munchweb.com, mais especificamente do excelente artigo “Effect of Website Speed on Users: Statistics Reveal Slow Loading Times Cost Sites Serious Money”, consultem o original (em Inglês) para maiores detalhes.

Dicas para aumento de velocidade do site

Tenho duas dicas rápidas para lhe passar. Uma delas é sobre como saber a carga que o seu site aguenta receber de visitantes. Não ter uma noção da capacidade real da sua aplicação, web API ou site é um dos maiores erros de arquitetura de software, mas não é um erro complicado de resolver.

No vídeo abaixo, eu mostro o Artillery, uma ferramenta que uso para testes de carga de aplicações web, web APIs e sites.

Outra dica que dou é quanto à escolha de tecnologias que usará para construir o seu site ou aplicação web. Dentre as diferentes stacks disponíveis no mercado, uma que eu gosto bastante é o Node.js, o qual você pode conferir no gráfico abaixo que tem um desempenho muito bom, mesmo se comparado a tecnologias muito mais populares como PHP por exemplo.

Benchmark TechEmpower

E esses números são sem qualquer otimização, pois com alguns truques de performance, podemos ter resultados ainda melhores! Quer saber mais sobre Node.js, a plataforma que grandes startups do Vale do Silício estão usando para deixar seus sites mais rápidos? Dá uma olhada neste post aqui!

Curso Node.js e MongoDB

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